Desde o último domingo (16), candidatos aos cargos de presidente da República, governadores, senadores e deputados (sejam federais, estaduais e distritais) estão oficialmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a pedir votos e a apresentar suas propostas aos eleitores.
O início da campanha inaugura uma fase de intensa mobilização política, mas regulamentada por regras estritas para garantir o equilíbrio na disputa. A partir de agora, a propaganda está liberada tanto no ambiente físico quanto no digital.
Na internet, candidatos e partidos já podem realizar campanhas ativas. A veiculação de conteúdos em sites, redes sociais e aplicativos de mensagens está permitida, incluindo o impulsionamento de publicações pagas — desde que estas sejam devidamente identificadas e contratadas por CNPJs ligados às campanhas. As lives promovidas por candidatos também passam a ser monitoradas e consideradas atos de campanha caso haja autopromoção.
Nas ruas, o cenário tradicional das eleições retorna. Estão autorizados comícios, caminhadas, carreatas e a distribuição de material gráfico, como santinhos e panfletos. A utilização de carro de som ou minitrio como meio de propaganda eleitoral é permitida apenas em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios, assim como o uso de alto-falantes ou amplificadores de som, que só são permitidos até a véspera da eleição, entre 8h e 22h. A legislação é, nesses casos, é rigorosa: os equipamentos devem respeitar uma distância mínima de 200 metros de hospitais, escolas, igrejas e órgãos públicos em funcionamento.
Em contrapartida, a Justiça Eleitoral reforça as proibições. O disparo em massa de mensagens sem o consentimento do eleitor e a disseminação de desinformação continuam sob forte vigilância. Além disso, a realização de enquetes informais sobre o pleito passa a ser proibida, sendo permitida apenas a divulgação de pesquisas eleitorais formalmente registradas no TSE.
O Caminho até as Urnas
Com o início da campanha, o calendário eleitoral entra em sua fase mais aguda. A Justiça Eleitoral definiu datas cruciais que pautarão o debate público até o momento do voto.
Confira os principais marcos daqui em diante:

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