Associação Comercial de Campina Grande defende manutenção da escala 6×1 e transição gradual em caso de mudança

(Foto: Divulgação)

A Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande (ACCG) defendeu a manutenção da atual carga horária de trabalho no Brasil até que o país tenha condições econômicas e estruturais mais seguras para uma mudança no modelo de jornada. O posicionamento foi apresentado pelo presidente da entidade, Sidney Soares de Toledo, durante audiência pública que discutiu o fim da escala 6×1 e a implantação do modelo 5×2. A manifestação também foi encaminhada ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

No documento, a ACCG afirma que a discussão sobre a redução da jornada precisa ocorrer com “cautela e responsabilidade”, considerando principalmente a realidade enfrentada pelas empresas brasileiras, em especial micro, pequenas e médias empresas. Segundo a entidade, o setor produtivo ainda convive com altos custos operacionais, elevada carga tributária e um ambiente econômico considerado desafiador.

A Associação Comercial destaca que a proposta de redução da jornada, apesar de buscar melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, pode provocar impactos negativos caso seja implementada sem planejamento. Entre os pontos citados estão o aumento dos custos empresariais, perda de competitividade e riscos à manutenção de empregos. O texto também questiona se o Brasil possui, neste momento, condições estruturais para absorver um novo modelo sem comprometer a produtividade das empresas.

“A possível redução da jornada de trabalho, embora tenha como objetivo melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, precisa ser analisada com profundidade para que não gere efeitos adversos”, afirma o pronunciamento apresentado pela entidade.

Como alternativa, a ACCG propõe uma transição gradual de oito anos, com redução anual de 30 minutos na carga horária. Segundo o documento, a medida permitiria adaptação progressiva do setor produtivo sem comprometer a atividade econômica, o funcionamento das empresas e o atendimento à população. A entidade também defende uma revisão da legislação trabalhista com maior flexibilização das relações de trabalho, incluindo mecanismos mais amplos para contratação por hora.

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