CRM-PB vê “OAB da Medicina” como marco para restaurar a qualidade da formação no país

A aprovação nessa quarta-feira (3) do projeto de lei que institui prova de proficiência para formandos em Medicina — decidida pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado em caráter terminativo — reacendeu o debate sobre a qualidade da formação médica no Brasil. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Bruno Leandro de Souza, a medida é uma resposta urgente à expansão acelerada de faculdades médicas sem a devida garantia de qualidade.

Segundo o presidente do CRM-PB, o grande diferencial da proposta está na abrangência do exame. Ele ressalta que não se trata apenas de testar conhecimento técnico, mas de avaliar postura ética, sensibilidade humana e capacidade prática — elementos que, segundo ele, têm sido negligenciados em alguns cursos. “Não basta formar alguém que saiba apenas reproduzir conteúdo científico. Precisamos de profissionais aptos a lidar com pessoas, com sofrimento, com responsabilidade social”, afirma.

Bruno também destacou que a construção da prova contará com parcerias internacionais, algo que, na visão dele, eleva o padrão do exame e o aproxima dos modelos aplicados em países reconhecidos pela excelência na formação médica. De acordo com o conselheiro, essa cooperação é essencial “para que o Brasil se alinhe às melhores práticas mundiais e estabeleça um parâmetro claro do que se espera de um médico recém-formado”.

Bruno sustenta que a avaliação não deve ser interpretada como uma barreira, mas como uma garantia. “A população merece ser atendida por profissionais bem preparados, éticos e humanos. A prova é uma forma de assegurar que esse compromisso seja cumprido”, afirma. Ele considera que o exame poderá ainda pressionar faculdades a revisarem currículos, investirem em estrutura e qualificarem seus docentes.

Com a aprovação no Senado em caráter terminativo, o texto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde será analisado pelas comissões competentes e, eventualmente, votado em Plenário. Se aprovado pelos deputados, o projeto seguirá para sanção presidencial — quando poderá finalmente se tornar lei.

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