Em Campina, ministro da Educação garante: “Reajuste do piso dos professores não será menor que a inflação”

O Ministro da Educação, Camilo Santana (PT), assegurou nesta segunda-feira, durante agenda em Campina Grande, que o reajuste do Piso Nacional do Magistério para 2025 não ficará abaixo da inflação.

O titular da pasta afirmou que o governo aguarda o fechamento dos índices econômicos deste mês de dezembro para bater o martelo sobre o percentual oficial de correção.

Embora tenha adotado cautela ao não antecipar números, Camilo foi enfático sobre a garantia do poder de compra da categoria e a necessidade de segurança jurídica para os gestores locais.

“O importante é que o ganho dos professores não pode ser menor do que a inflação. É importante dar sustentabilidade e previsibilidade aos estados e municípios”, declarou o ministro.

Judicialização e Grupo de Trabalho

Santana reconheceu as dificuldades enfrentadas por prefeitos e governadores para cumprir o pagamento, citando que há “várias ações judiciais no Brasil inteiro onde não estão pagando o piso”. Para mitigar o problema, o MEC criou um grupo de trabalho permanente com representantes dos docentes e dos entes federativos.

“A gente tem feito um grupo de trabalho (…) para dar sustentabilidade e garantia efetiva do pagamento do piso. A prioridade é garantir primeiro o pagamento”, explicou, mencionando que aguarda também definições que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Investimentos na cidade

A declaração foi dada durante a visita do ministro ao Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC). Na ocasião, Camilo Santana entregou 10 novos leitos de UTI e anunciou um investimento de R$ 28 milhões, via Novo PAC, para a construção de um complexo esportivo na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), atendendo a um pleito da reitoria e do senador Veneziano Vital do Rêgo.

O ministro segue na Paraíba até esta terça-feira, cumprindo agenda institucional também em João Pessoa.