Quem caminhou às margens do Açude Velho na manhã desta segunda-feira (12) deparou-se com um cenário duplamente desolador: um forte mau cheiro e toneladas de peixes mortos flutuando na superfície do principal cartão-postal da cidade.
Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Rádio Campina FM, o engenheiro civil da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Marcos Aurélio, afirmou que uma série de fatores explica — além da mudança na coloração da água — a grande mortandade de peixes nos últimos dias.
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“A condição atual é de um açude eutrofizado. Isso, somado à baixa profundidade da lâmina d’água, tem contribuído para a redução do oxigênio, o que provoca a morte dos peixes. É um cenário recorrente, mas, desta vez, em uma proporção considerável”, afirmou o engenheiro.
Ainda segundo Marcos, amostras da água foram coletadas para análise. A possibilidade de despejo de materiais tóxicos no manancial não está descartada. De acordo com a Sesuma, apenas no último fim de semana, cerca de cinco toneladas de peixes mortos foram retiradas do local e enviadas a aterros sanitários. Para buscar uma solução para o problema, a Prefeitura de Campina Grande convocou uma reunião intersetorial de emergência para esta segunda-feira.

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