Alexandre do Sindicato confirma pedido de CPI contra a Cagepa e anuncia audiência pública

(Foto: Divulgação)

O vereador líder da situação na Câmara Municipal de Campina Grande, Alexandre do Sindicato (União Brasil), afirmou que a bancada irá protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, além do rompimento do reservatório da Cagepa, no último dia 8 de outubro, as condutas da companhia em Campina Grande.

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Rádio Campina FM, o parlamentar informou que, entre os vereadores situacionistas, existe uma verdadeira unanimidade para que haja o protocolamento do pedido de CPI. Ainda de acordo com Alexandre, já foram solicitadas informações importantes que, quando concedidas, servirão para encorpar o requerimento que será apresentado à Mesa Diretora.

“Pedi informações sobre quem são os funcionários que trabalharam neste reservatório que se rompeu, no bairro da Prata, nos últimos cinco anos. Nesse relatório devem constar todas as atas de ações feitas no local neste período. Acho que é importante que tenhamos essa liberdade para discutir uma situação tão grave quanto essa que aconteceu”, afirmou.

O vereador ainda revelou quais serão os fatos que irão nortear o pedido de investigação da Companhia na Casa de Félix Araújo.

“Esse pedido trabalha com dois fatos determinados: o atual contrato de concessão da Cagepa, que foi firmado em 2020 sem nenhuma discussão na Câmara dos Vereadores — o que, por si só, já basta para pedirmos o cancelamento desse contrato de prestação de serviço —, assim como os recorrentes descumprimentos desse contrato. A água não chega às torneiras como deveria, principalmente na zona rural. Além disso, o próprio rompimento em si já é um fato mais do que determinante para que possamos agir”, disse.

Além do pedido de CPI, Alexandre também revelou que no próximo dia 16 de dezembro acontecerá, na Câmara Municipal, uma audiência pública para discutir o acidente. Segundo ele, além dos envolvidos na tragédia, a direção da Cagepa foi convocada para apresentar explicações sobre o ocorrido, assim como sobre as fiscalizações que estão sendo realizadas nos demais reservatórios de Campina.

“No próximo dia 16 temos uma audiência pública agendada para discutir essa situação. Espero que a Cagepa esteja disposta a discutir a situação sem provocações e sem embates ideológicos”, finalizou.

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