A especulada adesão do médico Jhony Bezerra ao campo de oposição liderado pelo prefeito de João Pessoa e pré-candidato a governador, Cícero Lucena, continua provocando repercussões nos bastidores da política paraibana, com reflexos diretos no cenário de Campina Grande.
O vereador Alexandre do Sindicato, líder do governo Bruno Cunha Lima na Câmara Municipal, afirmou que a eventual migração de Jhony para a oposição tende a por em cheque o peso eleitoral de lideranças como o deputado federal Romero Rodrigues, o senador Veneziano Vital do Rêgo e o ex-deputado Pedro Cunha Lima no município.
Segundo Alexandre, o movimento levantaria dúvidas sobre a real capacidade de transferência de votos do ex-candidato a prefeito campinense. “Os quase 100 mil votos que ele recebeu na eleição municipal são efetivamente dele ou da base a que ele estava ligado?”, questiona o vereador, que se posiciona afirmando que o médico não possui capital político próprio.
“Essa chegada permite que ele diga que está levando votos para a oposição quando, na verdade, seriam votos atraídos por Romero, Veneziano, Pedro e toda a base oposicionista. A grande questão é até que ponto ele tem poder de soma nas urnas”, declarou o parlamentar nesta sexta-feira.
Ainda antes das eleições de 2024, Alexandre do Sindicato previa que as relações entre Jhony Bezerra e o governador João Azevêdo tinham prazo de validade curto. O vereador chegou a afirmar que a própria indicação de Jhony para ser candidato a prefeito teria sido, inclusive, uma estratégia do governador para tirá-lo da Secretaria de Saúde.
