O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, manifestou forte oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. Durante evento realizado na sede da Federação nesta quarta-feira (25), o líder empresarial alertou que a medida ignora a realidade operacional das fábricas e sobrecarrega quem gera empregos no país.
Replicando o posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Cassiano foi enfático ao afirmar que a indústria brasileira está no seu limite de absorção de custos. Para o presidente da FIEPB, a mudança na jornada representa um aumento indireto da carga tributária e dos custos de produção, sem a devida contrapartida em produtividade.
“Nós somos contra. O setor produtivo não aceita essa mudança. Os industriais brasileiros não aguentam mais que tudo o que se pretenda alterar recaia sobre as costas de quem produz e gera renda”, declarou.
A preocupação central do mandatário reside no impacto que a redução da jornada sem redução salarial pode causar na viabilidade de pequenas e médias indústrias paraibanas. Cassiano pontuou que, embora o “diálogo seja permanente”, a determinação atual do setor é de resistência à proposta da forma como está apresentada.
“Vemos essa área com bastante preocupação. É preciso diálogo para que possamos chegar ao bom senso, preservando a saúde das empresas e os postos de trabalho”, concluiu.
