O sistema de saúde filantrópico de Campina Grande vive, mais uma vez, um momento de incerteza que pode culminar na suspensão de serviços essenciais.
Em entrevista ao Blog, o presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlopidas Neves, revelou que o montante devido pelo município às instituições de saúde já soma aproximadamente R$ 36 milhões.
O alerta foi feito após uma série de reuniões com o Ministério Público, a Secretaria de Saúde e a Câmara de Vereadores.
De acordo com Neves, a situação é crítica e afeta diretamente o funcionamento de unidades como a FAP, o Hospital João XXIII e o Hospital Antônio Targino. Somente para a FAP, o débito ultrapassa os R$ 18 milhões, divididos entre emendas parlamentares e o pagamento por serviços de saúde já realizados.
O atraso compromete um ecossistema que emprega mais de cinco mil funcionários. “Muitos hospitais estão com a folha de pagamento atrasada e fornecedores sem receber. Paralisar esse processo é muito ruim para a cidade e, sobretudo, para os nossos pacientes”, afirmou o presidente da FAP.
Impasse Judicial
A falta de resolutividade no diálogo direto com a Secretaria de Saúde de Campina Grande levou as instituições a buscarem o apoio da Justiça. A disputa envolve, principalmente, o repasse de emendas federais. O presidente mencionou a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige o depósito desses valores em contas específicas para garantir que os recursos cheguem ao destino final.
