Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Rádio Campina FM, nesta quarta-feira (14), o gerente regional da Cagepa Borborema, Lucílio Vieira, comentou a crise ambiental no Açude Velho após a recente mortandade de peixes. Em sua fala, Lucílio foi enfático ao afirmar que, embora seja inegável o descarte de esgoto no manancial, o problema reside na rede de drenagem do espaço, área de competência da gestão municipal.
De acordo com o gerente, o esgoto chega ao açude através das galerias pluviais, projetadas exclusivamente para escoar as águas da chuva. Lucílio pontuou que o entorno do Açude Velho é totalmente saneado, o que indica que o material poluente vem de ligações clandestinas feitas por residências e estabelecimentos comerciais diretamente na rede de drenagem.
“É importante deixar claro: a responsabilidade pela fiscalização e manutenção das galerias pluviais é da Prefeitura Municipal de Campina Grande”, afirmou Lucílio.
Apesar de delimitar as competências, o gerente informou que a Cagepa está disposta a colaborar. Ele citou como exemplo o trabalho técnico realizado na Rua Severino Cruz, onde foram feitos testes de corante e fumaça para identificar infratores.
“Já mantive conversas com os secretários de Obras e da Sesuma. O trabalho de visita casa a casa é complexo e demorado, mas é o único caminho para cessar o lançamento de esgoto”, explicou.
Desastre Ambiental
A análise técnica apresentada por Lucílio reforça a gravidade do cenário: o lançamento contínuo de detritos zerou o nível de oxigênio na água. Para o gestor, o impacto vai além do que é visível a olho nu. “Não foram só os peixes que morreram; toda a vida aquática daquele manancial foi dizimada pelo esgoto clandestino”, lamentou.

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